quarta-feira, 4 de abril de 2018

EXCLUSIVO: Ex-mulher de atual prefeito de São Lourenço fala de sua exoneração


        Entrevista com Rosângela Aparecida Pinto Silveira



Nós do jornal Polêmica fomos procurados pela Sra. Rosângela  Aparecida Pinto Silveira, Ex- Gerente de Almoxarifado, Patrimônio e Arquivo Morto da prefeitura de São Lourenço. Ela nos procurou para denunciar uma perseguição sistemática que vem sofrendo por seu ex-marido e atual prefeito Leonardo Sanches. Rosângela foi exonerada de seu cargo pelo atual prefeito e resolveu falar sobre o que vem acontecendo.



A seguir a entrevista com Rosângela.





JP - Qual o seu nome?

Rosângela  Aparecida Pinto Silveira

               JP -  Você foi casada com o atual prefeito Leonardo Sanches?  Durante quantos anos?
               Sim, durante 24 anos

              JP - Você trabalha na prefeitura há quantos anos?
               -Esse ano completo 20 anos

             JP – É concursada  ou contratada?
                -2 anos de contrato e 18 anos concursada

              JP–  Qual o cargo que vinha exercendo?
-Gerente de Almoxarifado, Patrimônio e Arquivo Morto. Gerenciava esses 3 setores e cuidava de 5 galpões: todas as Secretarias – saúde, turismo, infraestrutura, educação, planejamento, desenvolvimento social. Recebia mercadorias através dos empenhos, cadastrava as notas fiscais num programa especifico ligado na contabilidade, conferia, fiscalizava e distribuía de acordo com as requisições das secretarias. Cuidava de todos os bens móveis e imóveis da prefeitura e de toda documentação no arquivo morto.
Nesse cargo recebia exatamente  R$ 4.622,00 sendo que possuo 3 quinquênios e 20% de escolarização por ser diplomada em pós graduação, e , com essa atitude do prefeito de rebaixamento de cargo, passo a receber por volta de R$ 2.400,00.

JP – Você foi exonerada de seu cargo logo após seu ex-marido assumir a prefeitura?
-Sim. Mas desde que fui convidada pela Sra. Célia Cavalcante para tal cargo, que ele faz  pressão e por inúmeras vezes pediu para que  Ela me demitisse. Só não fui demitida porque fiz um excelente trabalho, honrando o cargo que tinha me dado como confiança.


JP- A ordem para sua exoneração partiu dele?
-Sim. Como disse em sua coletiva que toda a mudança tinha a “ sua cara”.
Tive acesso a um dos relatórios que pediu por secretaria assim que assumiu  para saber a atual situação da  prefeitura. O que dizia ao meu setor é que estava tudo certo, organizado, sem nenhum problema, não me coube elogios.
Muitos pediram para ele pensar na minha situação, já que eu era competente no que fazia,” excelente funcionária, pé de boi” mas ele disse com todas as letras “ ELA NÃO”.

JP- Qual foi o motivo alegado para tal ato?
Uma exoneração sem motivo, sendo evidente que foi por vingança.

JP –Você acredita que ouve perseguição?
-Claro. Evidente, já que nunca fui chamada  dentro da prefeitura para qualquer eventualidade ou advertência.
Fazia do meu local de trabalho um ambiente familiar, com muito profissionalismo.
Jamais seria por outro motivo que não esse.

JP – Você acha que ter sido casada com o prefeito pode ter influenciado essa decisão?
Sim. Porque usou o poder público para cometer uma vingança pessoal.
Inclusive penso que pode ser até uma pressão para desistir da minha metade dos bens que possuímos.
Talvez, também pode ser que não seja de sua confiança, por ser tão rigorosa em minha função que era de fiscalizar tudo. Acho que a minha honestidade desagradaria o prefeito. Logo, não poderia querer tanto rigor nesse setor.
Fui substituída por uma pessoa que respeito e tenho admiração, mas sem nenhuma qualificação e experiência para um cargo ao qual conquistei com muito esforço, nos vários cursos que fiz.

JP – Você foi recolocada em que função?
-Sou concursada como professora. Estou de férias porque não consegui tirar  no tempo certo. Não  havia uma pessoa específica que conhecesse o programa e estivesse disponível para  ficar no meu lugar.
Quanto a recolocação, vou esperar um contato da Secretaria de Educação após esses dias para saber para onde ele quer me colocar.
Talvez me coloque de vigia de alguma escola de madrugada...kkkkkkkk

JP – Conte um pouco de sua história
Fui casada por 24 anos e prestei  serviços diversos em seu consultório odontológico durante esse tempo.
Nesses 24 anos nunca foi depositado um centavo sequer de INSS e o FGTS. Saí com uma mão na frente outra atrás.
Trabalhei de graça com esses meus direitos e todo o nosso ganho  era para o sustento de casa comida, escola, viagem  e mais algumas eventualidades da vida de um casal.
Ainda nesse mesmo período ingressei no Magistério, onde dava aula sempre à noite. Saía da clinica e ainda de branco chegava na escola, sem dar tempo ao menos  de passar em casa para mudar de roupa. Com esse dinheiro da escola específico comprava os utensílios de casa, vesti meus filhos e pagava prestação de todos os carros que já tivemos.
Nunca tive tempo para a minha carreira pessoal e sem valor como mulher, meu casamento chegou ao fim.
De repente, fui posta na rua com a roupa do corpo e a declaração que me deixaria sem nada.
Isto ele vem  tentando fazer nesse  8 anos de separação, retendo todos os bens que me cabe na partilha feita pela justiça.
Usou de quase 10 recursos para retardar o processo. Perdeu todos por unanimidade em todos os tribunais: TJMG – STJ – STF
Retém o meu dinheiro em seu  poder onde qualquer pessoa razoavelmente honesta já teria entregue a esposa a parte que lhe pertence e o que ele só submete a fazer com uma ordem judicial, que ele mesmo adia usando de má fé.
Entrarei com outros processos: danos morais, danos materiais pela posse de bens durante esses 8 anos e alienação judicial da casa.

Rosangela Aparecida Pinto  Silveira

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