sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Inflação dos alimentos básicos chega a quase 50% no Sul de Minas


O poder de compra do brasileiro está diminuindo nos últimos meses e os consumidores do Sul de Minas já sentem a diferença no bolso. A inflação acumula 8,74% em 12 meses na região e o reflexo desta situação está, principalmente, na mesa do consumidor. Alimentos básicos estão sofrendo alta constante, que chegam a quase 50%. A banana foi a fruta que mais subiu em Minas Gerais, registrando mais de 100% de aumento.
Segundo dados da Universidade Federal de Lavras (Ufla-MG), de janeiro a agosto deste ano, o preço do feijão subiu 25% na região. O arroz teve alta de 40%, enquanto o leite aumentou 44% no período. Já a carne vermelha, teve alta de 13% desde janeiro, e o substituto mais barato, que costuma ser a carne de frango, também aumentou 9%.
"Estou com três sacolinhas e praticamente ficou em R$ 40. Só isso de sacolinha, porque o dinheiro ficou lá [no supermercado]", brinca a dona de casa Luciana da Conceição, após fazer as compras.

Segundo o professor de economia João Marcos Caixeta Franco, a inflação tem reduzido o poder de compra dos consumidores. "Tem ocorrido sim um processo inflacionário importante nos últimos anos, e isso representa perda no poder de compra. Ou seja, com o mesmo valor em dinheiro saindo do supermercado com menores quantidades de produtos."
Mas ainda segundo ele, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) mostra que a inflação já começou a desacelerar. Só que enquanto isso não é realidade, o jeito é reduzir o consumo.
"Tem que pesquisar, ver se compensa [o preço] naquele supermercado que você entrou, se não der pra comprar vai em outro supermercado. Não tem como, tem que controlar mesmo", dá a dica a dona de casa Maria Tereza Morais.
Alta da banana

No Estado de Minas Gerais, houve um aumento de quase 100% no preço da banana. Segundo a Ceasa Minas, a alta ocorre devido à redução da oferta em todo o país, por causa das fortes chuvas e geadas que atingiram as regiões produtoras da fruta.
No Sul de Minas, o aumento chega a 50%. Na Ceasa de Itajubá, por exemplo, a caixa de banana prata subiu mais de 30%, enquanto a nanica subiu 50%. Poços de Caldas aponta um aumento de 10% para a banana prata e 16% para nanica. Já em Pouso Alegre, os números são ainda maiores: a banana prata aumentou 36% e a nanica sofreu uma alta de 114%.

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