quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Memorial do ET deve ficar pronto em três meses em Varginha

A Prefeitura Municipal de Varginha (MG) anunciou esta semana que as obras do Memorial do ET entraram na fase de cobertura de toda a estrutura. Com isso, a previsão da construtora é de que o memorial fique pronto em no máximo três meses. A obra teve início em 2010 e após ser abandonada por cerca de três anos, foi retomada em agosto do ano passado.
A construção, no alto da Vila Paiva, segue em ritmo acelerado nessa última fase. Essa semana, a empresa responsável começou a fazer a cobertura da cúpula do Memorial do ET, que tem a forma de uma nave espacial. Quem passa pelo local, pode observar os funcionários se equilibrando na estrutura para colocar as chapas plásticas.
Ao todo, o Memorial do ET vai custar R$ 1,2 milhão. Desses, R$ 828 mil vieram do governo federal, segundo a prefeitura.
Construtora começou a cobrir estrutura do Memorial do ET em Varginha (Foto: Reprodução EPTV)Construtora começou a cobrir estrutura do Memorial do ET em Varginha (Foto: Reprodução EPTV)
Projeto do memorial
O convênio com o Ministério do Turismo para construção do memorial foi assinado em 2006 e o projeto foi elaborado em 2008 . A obra foi iniciada em 2010, mas por dificuldades financeiras alegadas pela empresa que assumiu o projeto, o memorial foi abandonado em agosto de 2011 sem ser terminado. Com a demora para retomada da obra, a prefeitura quase perdeu a verba do governo federal liberada para a construção.
Já foram investidos R$ 400 mil na estrutura do Memorial do ET, fiz Prefeitura de Varginha (Foto: Samantha Silva / G1)Obra do memorial ficou abandonada por cerca de
três anos (Foto: Samantha Silva / G1)
Segundo a prefeitura, atrasos no processo licitatório impediram que a obra fosse retomada ainda em 2013. Em duas licitações, nenhuma empresa apareceu e na terceira, houve problemas na planilha de custos apresentada pela construtora interessada e o processo foi anulado. A empresa que assumiu a obra venceu a licitação em abril de 2014 e as obras foram retomadas em seguida.
A administração municipal ainda não definiu como o prédio do memorial será usado. Entre as alternativas, está a criação de um observatório, um museu com a história do ET ou aproveitar o local para instalar a Secretaria de Turismo.
ET de Varginha
Em 1996, três meninas, Liliane, Valquíria e Kátia, que moravam no bairro Santana, teriam visto uma criatura estranha em um terreno baldio no bairro Jardim Andere. No mesmo dia, na parte da manhã, o Corpo de Bombeiros teria capturado duas criaturas no bairro Jardim Andere, próximo a um eucalipto.
Caso ET de Varginha atrai curiosidade e polêmica até os dias de hoje (Foto: Reprodução EPTV)Imagem mostra como ET teria sido visto em
Varginha (Foto: Reprodução EPTV)
Os fatos tiveram outros desdobramentos e de acordo com as pesquisas de ufólogos, envolveram dois hospitais de Varginha, a Escola de Sargento das Armas (EsSA) e até a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde uma das criaturas teria passado por autópsia.
Ficção ou não, o caso ganhou repercussão internacional e de 1996 para cá, Varginha passou a ser conhecida como a "Cidade do ET". O município virou tema de reportagens de programas de televisão e de revistas especializadas, além de virar personagem da turma do humorístico "Casseta e Planeta", da Rede Globo. O fato reuniu ufólogos e atraiu estudiosos de todo o mundo para a cidade.

Livro promete divulgar 'verdades não reveladas' sobre ET de Varginha


Livro promete revelar detalhes do Caso ET de Varginha (Foto: Divulgação / Marco Antônio Petit)Livro promete revelar detalhes do Caso ET de
Varginha (Foto: Divulgação / Marco Antônio Petit)

Um novo livro promete revelar detalhes ainda desconhecidos sobre o suposto aparecimento de um extraterrestre no ano de 1996 em Varginha (MG). Sob o título "Varginha, toda a verdade revelada", a obra do ufólogo e escritor Marco Antônio Petit, co-editor da revista UFO e autor de oito livros sofre ufologia, promete denunciar de forma detalhada como o Inquérito Polícial Militar (IPM) conduzido por autoridades na época teria acobertado fatos sobre o caso para que eles não fossem levados a público.
Marco Antônio Petit fez parte como convidado da equipe de ufólogos que investigou o suposto aparecimento do ET na cidade. Segundo ele, até o início do procedimento instaurado pelo Exército, "a verdade era exposta por cada um de nós independentemente de suas possíveis implicações. Após o procedimento, lentamente as coisas começaram a se modificar".
Petit defende que uma nave alienígena caiu sobre a cidade naquele dia 20 de janeiro de 1996 e que parte de sua tripulação foi recolhida pelas autoridades. O que se seguiu depois, conforme o ufólogo, foi uma série de procedimentos que tinham como objetivo principal esconder a verdade. "A coisa foi muito mais séria do que as pessoas ouviram falar ou tomaram conhecimento. Houve inclusive, em certo momento, até a prisão de militares,  suspeitos de estarem colaborando com nossas investigações", disse Petit.
O autor do livro tem percorrido diversas cidades do Brasil fazendo o lançamento e dando palestras sobre a obra. Em entrevista ao G1, Petit conta quais detalhes são revelados no livro e o motivo deles serem divulgados somente agora, quase duas décadas depois.
Autor de novo livro sobre o caso Varginha fez parte de equipe de ufólogos que investigaram o caso (Foto: Divulgação)Autor de novo livro sobre o caso Varginha fez parte
de equipe de ufólogos que investigaram o caso
(Foto: Divulgação)
G1 - O título do seu livro é “Varginha, toda a verdade revelada”. Quais verdades ainda faltavam ser trazidas ao público?
Uma expressiva parcela da história do caso não havia chegado ao público, pelo menos da maneira que deveria ter acontecido, e agora isto está acontecendo de maneira clara.  Devo ressaltar também que, após a implosão do grupo principal de investigadores, do qual eu fiz parte de maneira efetiva, por meio de situações que chegaram a envolver, inclusive diretamente, procedimentos e atitudes tomadas pela Inteligência do Exército Brasileiro, eu continuei investigando o caso de maneira independente, tendo acesso a outras informações.  Outro componente fundamental do livro é minha análise detalhada em um de seus capítulos do Inquérito Policial Militar (IPM), dentro do qual os dois primeiros investigadores do caso prestaram depoimentos dentro da Escola de Sargento das Armas (ESA). O ponto grave, agora denunciado de maneira detalhada pela primeira vez na presente obra, é que este IPM foi mantido, na época de sua realização, em total sigilo pelos principais investigadores do caso, inclusive com minha participação, por me sentir preso a uma espécie de ética com os dois primeiros pesquisadores de Varginha, já que eu havia chegado ao Sul de Minas para participar das pesquisas como convidado.  O livro deixa claro, de maneira inédita, por que isto acontece e quais eram os interesses envolvidos.


Fonte G1

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