sábado, 1 de novembro de 2014

Babá, vovó ou berçário? O que levar em conta na hora da escolha.


A licença-maternidade está chegando ao fim. Após meses ao lado do filhote, é preciso retornar ao trabalho e reorganizar toda a rotina para garantir o bem-estar físico e emocional tanto seu quanto do bebê. O primeiro passo é decidir onde o pequeno ficará durante o seu expediente: com a vovó, em uma escolinha ou em casa com uma babá?
A resposta não é simples e depende muito daquilo que você espera de cada uma das opções. Uma coisa é certa: é fundamental se informar, analisar os prós e contras e, sem pressa, decidir.
Os especialistas divergem sobre a escolha ideal, mas concordam em alguns pontos. O primeiro deles é que você precisa se preparar para a separação. Caso contrário, você e o bebê sofrerão. O outro é ter em mente que nenhuma decisão é válida para sempre. Ou seja, se algo não der certo, sempre é tempo de voltar atrás e repensar sua escolha.
Opção 1: com a vovó
Prós - A grande vantagem de deixar o filho com a avó é que ele poderá permanecer em casa, sendo cuidado por alguém conhecido e, portanto, mantendo e estreitando ainda mais os laços de amor e carinho que envolvem a família.
Contras - “A função das avós não é dar limites, mas brincar com os netos”, revela Cintia Gomes, psicóloga. Isso quer dizer que delegar a ela a função de educar o seu filho pode não ser a coisa mais acertada a fazer.
Opção 2: com a babá
Prós - Uma das maiores vantagens da babá é que, com ela, o bebê permanecerá na sua casa, no cantinho em que viveu até agora. Além disso, por ser uma profissional cuidando apenas de uma criança, a relação acaba envolvendo afeto e atenção exclusivos.
Contras - Para a psicóloga Cintia Gomes, o maior problema enfrentado por quem opta por contratar uma babá está relacionado com a invasão de privacidade. “É preciso lembrar que a babá é um estranho que vai conviver com todos e ser responsável pelos cuidados com o maior bem da família: seu filho.” Outro ponto são as faltas ao trabalho. É necessário ter um plano B nas mangas para quando a babá não comparecer.
Opção 3: na escola
Prós – Os berçários são lugares profissionais e especializados, que envolvem o trabalho de várias pessoas treinadas para cuidar de crianças. Além disso, permite o contato com outros bebês da mesma faixa etária, estimulando a socialização do seu filho. Outro ponto a favor é que você nunca ficará na mão, como pode acontecer no caso de a babá faltar ao serviço.
Contras – O convívio com outras crianças implica também mais doenças sendo transmitidas de uma para outra. Ou seja, você precisa estar preparada para gripes, resfriados e outras viroses, que certamente acontecerão com mais frequência do que se seu filho ficasse apenas em casa com a avó ou a babá. “Mas, para isso, existem os pediatras, que acompanham de perto a criança e oferecem os cuidados necessários”, pontua Cintia Gomes.
O que fazer caso...
... você opte pela vovó
Lembre-se de que ela é uma pessoa da família, o que pode ser garantia de uma relação de afeto e educação condizente com o que você deseja, mas, por outro lado, exige uma relação aberta para não haver tensão na hora de estabelecer limites.
Tenha em mente que a vovó pode não ser mais tão ágil nos cuidados com o pequeno.

... você opte por uma babá
Antes de mais nada, saiba que não existe a babá ideal. O que você deve avaliar é a pessoa por inteiro, se os defeitos dela são aceitáveis e se é possível conviver com eles sem sofrimento. Para isso, é importante saber exatamente que tipo de babá você procura.
Antes de fazer a entrevista, cheque as referências.
Na entrevista, pergunte:
- nome completo
- telefone fixo (celular não é totalmente confiável)
- endereço residencial e com quem mora (vá até o local, procure informações com vizinhos)
- referências de empregos anteriores (exija tudo documentado)
- como é a família dela
- se tem filhos, qual a idade deles e com quem eles ficam enquanto ela trabalha
- se tem algum problema de saúde ou toma remédios
- por que decidiu ser babá
- há quanto tempo trabalha na área
- o que mais gosta e o que menos gosta no trabalho
- se está trabalhando atualmente. Se sim, por que pensa em trocar de emprego; se não, por que deixou o último emprego
- se já fez algum curso de formação de babás, primeiros socorros
Durante a entrevista, observe se a candidata conversa olhando nos olhos, pois, se foge sempre ao olhar, pode estar mentindo ou ocultando algo.
Depois da contratação, observe sempre o comportamento do seu filho: se continua alegre e feliz ou se apresenta irritação, choro incomum, sono em excesso ou muita agitação. Comportamentos não usuais podem revelar que algo não vai bem no convívio com a profissional. Mas atenção: muitas vezes, as crianças inventam coisas justamente porque não querem ficar sob as ordens da babá. Nessas horas, o que valem são a sua sensibilidade e o seu instinto.

... você opte por um berçário
Visite diversas instituições antes de escolher aquela que receberá seu filho. E lembre-se de que a primeira impressão que se tem de uma escola é muito importante, assim como a indicação de parentes e amigos.
Observe se o espaço físico e os materiais são adequados para atender à faixa etária do seu filho, se os profissionais são habilitados e se a escola é limpa e organizada. Mas é importante saber que é praticamente impossível encontrar uma escola que reúna todos os requisitos. Portanto, releve aqueles que, para você, são menos importantes.
Feita a escolha, confie na escola. O sentimento de segurança do seu filho depende dessa sua reação.
Mantenha contato estreito com a equipe de ensino, principalmente durante o processo de adaptação. Da mesma forma, procure esclarecer todas as dúvidas que vão surgindo ao longo dos dias.
Seja paciente com o processo de adaptação. Existem crianças que, em uma semana, já ficam bem. Há outras, no entanto, que passam meses até se acostumar com o ambiente e a nova rotina.
Entenda o possível choro e não dramatize. Afinal, é absolutamente normal que a criança chore. O que não quer dizer que ela não gosta da escola, mas, sim, que sente saudade da mãe. 

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