sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Hospital São Lourenço garante amamentação inclusive na UTI Neo



Na Semana Mundial da Amamentação (comemorada de 1º a 7 de agosto), é sempre importante lembrar que o leite materno é fundamental para a saúde do bebê e, também, da mãe. Diante de tal certeza, o Hospital São Lourenço procura, nos procedimentos assistenciais, promover e estimular a amamentação - inclusive, de bebês internados na UTI Neonatal e Pediátrica. Um excelente exemplo foi o dos bebês gêmeos Marcos Otávio e Ana Júlia - que, após um mês de internação na UTI Neo, na semana passada puderam ir pra casa (município de Perdões), para alegria da mãe, Juliete Aparecida Pereira e do pai, Marcos Paulo Mariano Vilela.
A fim de continuar amamentando os filhos diariamente, na própria UTI Neo (durante a internação deles), Juliete ficou hospedada na Casa de Apoio à Gestante de Alto Risco e Puérpera (este último termo define a mãe que deu à luz recentemente) - unidade mantida pelo próprio Hospital, situada a poucos metros da instituição. “Só tenho a agradecer por tudo: à UTI Neo, à Casa e, enfim, a todos do Hospital, que prestaram um excelente atendimento a mim e aos meus filhos”, destacou a mãe.
A integração dos setores do Hospital relacionados ao binômio mãe-filho é total. “Através do trabalho integrado com a Maternidade e com a Casa da Gestante e Puérpera, podemos ter todo o cuidado no tratamento dos neonatos”, disse a enfermeira supervisora da UTI Neonatal e Pediátrica, Ana Paula Domingues Silva. De acordo com a fonoaudióloga Daniele Plombon Peres, que presta assistência no Hospital, a amamentação ajuda, inclusive, na melhor recuperação dos pacientes. “É um ato vital para a boa saúde da mãe e do bebê”, afirmou.
A enfermeira supervisora da Maternidade do Hospital, Gislene Cristina Nogueira Figueiredo, enumerou outros benefícios gerados pelo ato de amamentar, como a produção de ocitocina e prolactina (hormônios que auxiliam na contração uterina, evitando, assim, hemorragias pós-parto) e a ajuda, à mãe, a retomar o formato corporal anterior à gestação. “Para o bebê, o leite materno reduz riscos de infecção e auxilia no crescimento e desenvolvimento saudável, estimulando a conexão dos neurônios e, consequentemente, a inteligência”, completou. Gislene destacou, também, que é comum surgirem, em algumas mães, a dúvida quanto ao leite materno ser “fraco”. “Isto não procede. Todo leite materno é adequado para o bebê”, esclareceu, complementando que o que faz a mãe produzir o leite é o ato de o bebê sugar o seio, além do consumo (por ela) de bastante líquido. “Outro detalhe importante: o leite da mãe é específico para o filho dela, não sendo recomendada a amamentação cruzada, ou seja, de outros bebês”, frisou. Amamentar reduz, ainda, a possibilidade do surgimento de câncer de mama, ovário ou útero.

No suporte voltado diretamente às mães (atuais/puérperas e futuras/gestantes), a enfermeira responsável pela Casa de Apoio à Gestante de Alto Risco e Puérpera (CAGEP), Rita de Cássia Flore, destacou que a Casa (também administrada pelo Hospital São Lourenço) tem, por objetivo, orientar, acolher e estimular, a todo momento, o aleitamento materno e a ordenha manual (quando não é possível amamentar diretamente no seio). “Enfocamos o acolhimento de todas as expectativas delas como mães. Por problemas distintos do recém-nascido ou da mulher, algumas vezes a mãe não tem a possibilidade de amamentar. No entanto, sempre reforçamos, aqui na Casa, a importância do afeto, do carinho e do cuidado com os bebês”, complementou a enfermeira.

0 comentários:

Postar um comentário