quinta-feira, 17 de julho de 2014

Mais da metade das candidaturas em Minas Gerais são impugnadas


Mais de 60% das candidaturas apresentadas para as eleições de 2014, em Minas Gerais, foram impugnadas pela Procuradoria Regional Eleitoral. Entre elas, três ao governo do estado e três ao senado. Dos 1.141 requerimentos irregulares, 289 foram considerados inelegíveis. Destes, 17 são candidatos ficha suja, já condenados pela Justiça Eleitoral. No total, 1.773 pedidos de registro foram contabilizados em Minas.
O candidato a governador André Antônio Alves (PHS) teve a candidatura impugnada por não apresentar proposta de campanha e documentos obrigatórios. A assessoria de imprensa disse que ele vai corrigir o problema. Cleide Donária (PCO), também candidata ao governo do estado, não apresentou proposta de governo à Justiça Eleitoral. Ela não foi encontrada pelo G1 para comentar o caso. O gabinete de Eduardo Ferreira (PSDC), outro que concorre a governador, informou que já entrou com recurso para validar sua candidatura. Ele teve o registro impugnado por falta de documentação.
De acordo com o procurador eleitoral Patrick Salgado, o grande percentual de impugnações mostra o descaso da maioria dos candidatos com a legislação eleitoral. “O número é alto porque nós estamos sendo cada vez mais rígidos. Temos que exigir do candidato o cumprimento da lei”, defendeu.

Entre os 17 candidatos considerados ficha-suja está o ex-secretário de transportes e obras públicas de Minas Gerais (Setop), Carlos Melles (DEM). Ele está concorrendo ao cargo de deputado federal.  De acordo com a procuradoria, o candidato foi condenado por abuso de poder político e econômico. Segundo o gabinete de Melles, a pena de oito anos de inelegibilidade termina no dia 3 de outubro, tornando-o apto a participar do pleito. Ele vai entrar com recurso contra a impugnação.
As candidaturas de doze partidos e coligações também foram consideradas irregulares por não cumprir a cota de gênero de 30% das vagas para mulheres.
Os candidatos e partidos têm sete dias para apresentar suas defesas. O Tribunal Regional Eleitora de Minas Gerais (TRE – MG) tem até o início de agosto para conceder ou não o registro das candidaturas.



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