domingo, 20 de julho de 2014

Mãe recorre à Justiça para conseguir remédios para filho em Itamonte

Com uma doença rara no aparelho digestivo, Josué de Almeida Camarinho, de 14 anos, depende de doses de medicamentos e de um suplemento alimentar para viver. O problema é que os produtos, que são importados, têm o preço muito elevado - só a lata de suplementos custa R$ 580. Para consegui-los, a mãe do adolescente, Ângela Maria de Almeida,  precisou acionar o Ministério Público contra a Prefeitura de Itamonte (MG), que segundo ela, não têm fornecido os remédios conforme foi determinado pela Justiça.
Aluno do ensino médio, Josué encara a doença e reconhece a luta enfrentada pela mãe. Por isso, ele revela que tem um sonho. “Eu quero me tornar médico para poder ajudar as pessoas que têm a mesma doença que eu”, conta.
A doença inflama o esôfago e se estende para o estômago e o intestino. Caso não receba o tratamento e a medicação adequados, o jovem pode ficar com os canais entupidos, o que pode provocar a morte do paciente.
Para conseguir cuidar do filho, a mãe Ângela conseguiu um mandado de segurança na Justiça, que obriga a prefeitura a comprar os remédios e o suplemento, mas de acordo com ela, a administração não tem cumprido a determinação judicial. “É um descaso. Eles sabem da gravidade do problema dele há 8 anos”, disse a mãe.
Mãe recorre à Justiça para conseguir remédios para filho em Itamonte, MG (Foto: Reprodução EPTV)Mãe recorre à Justiça para conseguir remédios para filho em Itamonte, MG (Foto: Reprodução EPTV)
O secretário de Saúde, Edson Gerônimo informou que cumpre a determinação judicial regularmente. Segundo ele, houve apenas um atraso, mas na sexta-feira (18), foram enviadas mais cinco latas do suplemento para o jovem.
Quando os remédios faltam, ela sai de porta em porta pedindo ajuda aos vizinhos para comprar, pelo menos, a medicação mais barata. Os amigos que acompanham a batalha defendem a família.
“É um absurdo a prefeitura não arcar com a determinação judicial e ainda acusar uma família que luta tanto. O certo seria que a administração cumprisse o que determinou a Justiça. é sempre um exercício de cidadania a gente tentar se colocar no lugar”, disse o professor Luis Fernando Moreira.

0 comentários:

Postar um comentário