sábado, 14 de dezembro de 2013

Veja dicas de como contratar cuidador e como denunciar maus-tratos a idosos


Em outubro, o Estatuto do Idoso completou dez anos, mas os idosos têm pouco a comemorar. A cada uma hora são registradas cinco denúncias de violência contra pessoas com mais de 60 anos, ou seja, a cada 12 minutos, um senhor ou senhora é vítima de maus-tratos ou desrespeito. Esta semana, um caso chocou o Rio de Janeiro. Uma senhora de 84 anos deu entrada em um hospital público com uma fratura no fêmur e, posteriormente, a polícia descobriu que a mulher responsável por cuidar dela, que também é advogada, a mantinha em cárcere privado e teria até se apropriado de dois imóveis da Dona Maria da Glória. O caso mostra a necessidade de pesquisar com muita atenção antes de contratar alguém para tomar conta de seus pais, avós ou parentes mais velhos. Veja as orientações do diretor-geral e coordenador do curso de especialização em Geriatria da UFRJ, Renato Veras.
A escolha. O cuidador é alguém que vai ficar com ente querido e, por isso, você precisa saber quem é essa pessoa, porque o que mais existe é o mau-trato. Depois, ao colocar essa pessoa em casa, observe o dia a dia, a reação do idoso, como é que ele está, se ele está sorrindo ou se ele está mais emburrado. Essas percepções são fundamentais para que você possa observar se esta pessoa está fazendo bem ou fazendo mal para o seu idoso.
A função do cuidador. Tem que saber operar esse dia a dia com uma pessoa frágil. Ele tem que saber tirar o idoso do seu leito, levá-lo pra tomar o banho, lembrar da hora dos medicamentos, botar na cadeira de rodas, se for o caso, levar para pegar sol. Na hora da alimentação: oferecer líquido, água em quantidade suficiente.
Tipos de violência. A violência para o idoso não é aquela violência física, não é o olho roxo, nada disso, é a violência psicológica, financeira, é dar uma dose excessiva de remédio para a pessoa ficar dormindo mais. É não dar alimentação na hora, é empurrar, é tratar mal a pessoa.
Sinais de possíveis maus-tratos. Se notar qualquer mudança no humor desse idoso, qualquer situação um pouco anormal, tente conversar com o idoso, tente descobrir se o profissional que está ali para proteger, na verdade, está agredindo, está violentando a intimidade dessa pessoa.
Veja como denunciar. Os casos são muitos e a violência contra o idoso deve e tem que ser denunciada. A Secretaria Nacional de Direitos Humanos tem o Disk 100, que recebe os relatos.

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