terça-feira, 20 de agosto de 2013

Polícia segue investigações da morte de universitária de Itajubá em sigilo

Justiça decretou prisão temporária de suspeito do crime por 30 dias.
Peças íntimas femininas estavam com andarilho e uma delas seria da jovem.

Universitária foi encontrada estrangulada em construção de Itajubá (Foto: Reprodução EPTV)Universitária foi encontrada estrangulada em
construção de Itajubá (Foto: Reprodução G1)
A Justiça decretou nesta semana a prisão temporária por 30 dias do suspeito de matar a universitária Déborah Oliveira, de 18 anos, na quinta-feira (15) em Itajubá (MG). O homem, um andarilho de 36 anos, foi visto saindo da construção onde o corpo da jovem foi encontrado na sexta-feira (16), no Bairro Morro Chic. Além disso, policiais encontraram peças íntimas femininas em uma sacola que pertence ao andarilho, e uma delas foi reconhecida pela família como sendo de Déborah. As investigações do caso seguem em sigilo, de acordo com o delegado regional no caso, Pedro Henrique Rabelo Bezerra.
O resultado da autópsia revelou que Déborah teria morrido entre 22h e 23h da quinta-feira, informou o delegado Bezerra nesta terça-feira (20). Imagens de um circuito de segurança registraram o último momento em que a universitária foi vista com vida, por volta das 21h15, quando ela passava pela Avenida BPS. A jovem voltava sozinha da universidade para casa. A polícia ainda analisa as imagens para identificar se a universitária estaria sendo seguida no dia. O local fica há cerca de 2 km da universidade.
Quanto à suspeita de estupro, o delegado disse que somente os resultados dos exames no corpo da universitária poderão confirmar a violência sexual. A polícia também pediu o exame de DNA, que será comparado com o do homem detido suspeito de envolvimento com o crime. O prazo para o resultado dos exames é de pelo menos 30 dias, segundo o delegado.
Ainda segundo a Polícia Civil, por enquanto, o andarilho é o único detido suspeito do crime. Ele está em uma cela isolada no Presídio de Itajubá. O suspeito não tinha passagens pela polícia. Após 30 dias, a prisão temporária do andarilho ainda pode ser prorrogada, segundo a polícia, se isso for necessário.
Imagens mostram jovem caminhando sozinha antes de ser morta.  (Foto: Reprodução EPTV)Imagens mostram jovem caminhando sozinha antes de ser morta. (Foto: Reprodução G1)
O caso
O corpo da universitária foi encontrado com marcas de estrangulamento por volta das 17h30 da quinta-feira (15), no 2º piso de uma casa em construção na Rua Alameda Esperança, no Bairro Morro Chic. O local fica no caminho que a estudante costumava fazer para voltar para casa. Déborah Oliveira estava desaparecida desde a noite da quarta-feira (14), quando saiu da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), onde estudava, e não foi mais vista. Ainda segundo a polícia, há suspeita de que ela tenha sido estuprada.
Déborah era aluna do 2º período de sistemas de informação, na Unifei. Segundo depoimentos de amigos à polícia, a estudante deixou a universidade por volta das 21h20, antes do fim da aula. Ela teria dito que iria embora porque estava cansada e resfriada, e deixou o local a pé. A família já havia feito o boletim de ocorrência informando o desaparecimento da jovem na noite de quarta-feira (14), quando ela não chegou em casa. Os familiares ainda tentaram contato com amigos e conhecidos e espalharam cartazes pela cidade com a foto da universitária no dia seguinte.
Segundo a família, Déborah costumava fazer o mesmo trajeto todos os dias. A região é conhecida como Alameda e à noite é praticamente deserta. Segundo moradores, o local é constantemente frequentado por andarilhos e usuários de droga. No momento em que o corpo foi encontrado, um andarilho saía do local. Com ele, os policiais encontraram uma sacola com peças íntimas femininas e uma delas era de Déborah.
Corpo de universitária foi encontrado em uma construção, em Itajubá, MG (Foto: Luciano Lopes / TVF5.com)Corpo de universitária foi encontrado em uma
construção (Foto: Luciano Lopes / TVF5.com)
"O homem que foi preso estava sob efeito de entorpecentes e mexendo em uma sacola. Ao ser questionado, disse que eram objetos pessoais, mas constatamos que havia duas peças íntimas femininas, que levamos até a família e uma irmã da vitima disse que seria da garota morta, com certeza", disse o delegado regional Bezerra.
Revolta
O corpo de Déborah foi velado por amigos e parentes na capela da Unifei e enterrado na tarde da sexta-feira (16). Em estado de choque, familiares estavam comovidos com a morte da jovem. O pai da jovem desabafou durante o velório. "Se pegar essa pessoa, que pague pela justiça de Deus. O que eu posso desejar, e a Bíblia diz, é que a mão de Deus pesa, então é o que eu espero. Eu tenho dó dele, queria olhar nele, porque eu acho que com o meu olhar ele ia secar, de tanta angústia que eu tenho guardado comigo", disse José Geraldo de Oliveira.
Estudantes amigos da jovem que estavam no velório pediram mais segurança e policiamento nas proximidades da universidade. "A segurança aqui é muito precária. Precisamos melhorar a comunicação entre os estudantes, a Polícia Militar e os moradores das redondezas", disse o estudante João Paulo Ferreira, presidente do Diretório Acadêmico da Unifei.
Segundo o capitão da Polícia Militar, Paulo Renato Gama, os militares fazem policiamento dia e noite na Avenida BPS, que é o principal acesso à universidade. Ele disse também que a rua onde a estudante passava é deserta e que por isso deve ser evitada. O capitão comentou ainda que defende a ampliação da área de videomonitoramento das ruas próximas à universidade.
Jovem foi sepultada na tarde desta sexta-feira (16). (Foto: Reprodução EPTV)Jovem foi sepultada na tarde desta sexta-feira (16). (Foto: Reprodução G1)

Fonte G1 e PC

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