segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A diferença entre saúde e medicina



Recado à presidente que que habita o palácio do Planalto.
            
Mexendo no problema errado
Por CARLOS BRICKMANN
Não é questão de nacionalidade: um dos maiores médicos do Brasil foi um ucraniano, Noel Nutels, que levou a saúde pública às áreas indígenas da Amazônia. A questão é outra: é que o Governo criou uma enorme polêmica por achar que Saúde é Medicina.
E não é:
Medicina é a última etapa na luta pela Saúde.
- A Saúde começa pela engenharia saneamento básico. A água potável e os esgotos reduzem o número de doentes (e derrubam a mortalidade infantil). 

- Educação é o segundo passo: quem lava as mãos e cuida da higiene básica, mantém o mosquito da dengue à distância, assegura a limpeza dos animais domésticos e cuida de seu lixo tem mais condições de evitar doenças.
- Condições de vida são importantes:
roupas e calçados minimamente adequados,
alimentação suficiente,
moradia saudável
                            fazem milagres.
Se uma pessoa educada, com acesso a saneamento básico, alimentação e moradia, devidamente vacinada, mesmo assim fica doente, então cabe à Medicina cumprir seu nobre e insubstituível papel de cura.


Em resumo, não adianta trazer grandes especialistas mundiais sem que a população tenha condições adequadas de vida. Tem? Não, não tem.

E não falemos de periferias: Guarulhos, na Grande São Paulo, segunda maior cidade do Estado, 13ª do país, com 1,2 milhão de habitantes, onde está o maior aeroporto internacional do país, não trata nem metade dos esgotos que lança no rio Tietê.

E sem seringas, termômetro, medidor de pressão, medidor de glicemia, alguns remédios, que é que se espera de um médico? Milagres?


Lembre-se sempre
:

"Embora ninguém possa voltar atrás e  fazer um novo começo, qualquer um pode  começar agora e fazer um novo fim".

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